Bruno Eugênio

Esse ano de 2015 foi ferrenho. Não me lembro de outro ano tão miserável quanto esse e olhe que a concorrência é feroz com anos de 7×1, falta de água e apagões que tivemos o “prazer” de presenciar e sobreviver no pós 1994.

Na insônia do dia 29 (sim, esse post foi escrito de uma só vez) notei que não tinha escrito nada em dezembro no blog: sem listas, sem dicas… Geralmente o mês de Dezembro passa rápido – e eu não sei explicar o porquê – e quando menos tempo se tem, mais se nota bagunça que é ser desprevenido com o tempo, a ponto de me fazer escrever um post sobre 2015.

NÃO! Esse ano já foi para o brejo! O que mais interessa nele? As metas não cumpridas? As desculpas esfarrapadas que nos entorpeceram? Pois é, passou e o tempo – a única medida que vale a pena você controlar – foi perdido caso você tenha postergado. Eu posterguei diversas coisas que havia me programado para fazer; Algumas por culpa externa mas diversas por incapacidade minha.

Claro, tenho as minhas metas e confesso que esse ano não foi nem perto do que foi 2014 em termos de aproveitamento porém dado o tamanho do buraco onde estamos metidos (não adianta negar, todo mundo está com um pouco de medo devido a incerteza do cenário político nacional), posso dizer que, pessoalmente falando, tive ótimas chances de aprendizado em projetos desafiadores, reconstruí pontes com alguns amigos que não tinha contato devido ao ritmo de viagens, trouxe o skate de volta (pouco, é verdade) e finalizei o curso de idiomas que havia começado, parado e retomei em 2014…

O que estou querendo mostrar a você nesse último dia do ano?

Apesar dos pesares, há sempre um lado positivo mesmo nas lições mais duras. Não se deixe abalar pela rispidez dos dias frios e sem rumo: pause o momento, avalie a situação e tire lições de tudo. Já temos notícias negativas DEMAIS para lidar nos setores periféricos da nossa vida porém depende de nós separar e encontrar visões positivas dos fatos que nos cercam.

Para 2016, desafio você a encarar de frente a onda de negatividade fazendo coisas SIMPLES:

  • Leia mais livros e acesse menos globo.com, facebook e derivados (dica: instale a extensão web timer no chrome ou a Mind The Time no FireFox e veja quanto tempo você gasta vendo notícias ou jogando fora vendo discussões sem sentido no Facebook);
  • Expanda a mente tentando aprender um novo idioma ou reforçar aquele que você gosta (dica? Duolingo);
  • Dedique menos tempo aos mensageiros instantâneos: Os grupos de família, amigos da quinta série e afins tomam muito do seu tempo;
  • Desenvolva uma nova habilidade: Gosta de música? Aprenda a tocar violão ou teclado! Existem diversos tutoriais grátis na Internet. Gosta de pintar livros de auto ajuda? Que tal aprender a fazer os seus? Gosta de escrever? Então cria um blog ou uma conta no Medium;
  • Não deixe o trabalho ser a sua vida. Isso é sério: seja quem você sempre foi e aprenda a separar as coisas. Isso não é sobre levar trabalho para casa (as vezes é necessário) e sim sobre como você ajusta sua vida ao trabalho. Ser workaholic é ter uma péssima reputação;
  • Deixe a negatividade de lado: não é sobre ser a pessoa mais alegre do mundo, isso é falsidade, e sim sobre ter um ponto de vista otimista das  atividades e projetos onde você está inserido. Facilite a sua vida e a das milhares de outras que precisam de manuais para lidar com tipos negativos.

Tempestades passam, mas o tempo não volta jamais.

Quebra tudo! E Feliz 2016!

PS: E suas metas, Bruno? 

Mais atividade física, uma nova casa e ir em um show do Yellow Claw 😉

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