Bruno Eugênio

Quanto tempo! Sim, está complicado postar com frequência devido a compromissos profissionais e pessoais. Enfim, vamos a provocação da semana?

Estamos (eu, você e o Brasil) vivendo um turbilhão de emoções no melhor estilo ressaca de maré cheia com relação ao cenário político tupiniquim. É tanta coisa chata que esse que vos escreve não vai perder tempo explicando as nuances desse cenário pois, provavelmente, você já deve ter visto aquele seu tio compartilhando alguma coisa sobre roubos via páginas no Facebook ou em grupos de família nos chats mobile (WhatsApp, Viber, Telegram…) ou ainda aquele grupo do almoço já tentou elucidar qual é o mistério da esfinge: Economia aberta? Estado totalitário? A verdade é que nós, Brasileiros, estamos perdidos em um turbilhão de informações que encontram na Internet uma espécie de via livre sem nenhum ponto de checagem – Cada um que posta o que bem entende, traduz o que quer e cita o que quer. E se acha no direito.

A facilidade com que a grande rede nos torna protagonistas em um cenário antes dominado por grupos midiáticos (que sim, ainda detém o poder no Brasil) é um grande avanço que, acreditem, está a disposição de 51,6% da POPULAÇÃO do Brasil, segundo dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIBr)! Tudo bem, você pode dizer que é “pouco” mas você se lembra qual foi a porcentagem que manteve no poder Dilma Rousseff? Pense novamente. Potencialmente temos “metade mais 1” de possíveis fiscais, possíveis geradores de conteúdo e possíveis disseminadores de conteúdo. Tudo bem, a qualidade da conexão não é ultra veloz como na Coréia do Sul e o preço é ABUSIVO (sim, IMPOSTO EM TUDO!) mas isso não impede, por exemplo, de um cidadão digitar um pequeno texto ou se manter conectado a um feed de notícias com material de qualidade. No Brasil somos, segundo dados da consultoria eMarketer, 38,8 milhões de usuários de smartphones. A oferta de pontos de WiFi gratuitos vem crescendo (nem conto com a conexão limitada das operadoras de celular, desserviço ao consumidor) e nós ficamos limitados a usar a Internet apenas como comunicação P2P? Existem plataformas que podem levar a política e a sociedade como um todo a um nível mais elevado de discussão do que esse que estamos tendo agora.

Claro, infelizmente não temos penetração da Internet suficientemente boa como na Islândia, onde após a crise financeira de 2008, uma nova constituição foi redigida e diversas colaborações de cidadãos comuns foram coletadas via… Internet! O caso Islandês é uma boa amostra de como a Internet pode ajudar a concentrar esforços. E não me admira também as diversas tentativas de simplesmente desconectar o povo como o caso das operadoras acima citados e coisas estranhas redigidas em atos do fatídico Marco Civil da Internet Brasileira. Afinal, qualquer coisa que sirva para dar um pouco de voz ao povo é vista com desconfiança pelos seguidores da cartilha de Maquiavel no século 16.

Finalizando este texto, é válido lembrar que a Internet hoje possibilita ao ser humano algo que era restrito aos nobres em outras épocas: Informação. A Biblioteca de Alexandria foi destruída em 642 d.C. supostamente por motivações políticas! Apesar de historiadores discordarem dessa versão, é um alerta sobre o que estamos vendo passar. Nosso momento é único e merece ser melhor aproveitado compartilhando e promovendo conhecimento e não ódio e desinformação.

E para você, será que estamos usando bem a Internet?

Forte abraço!

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