Bruno Eugênio

Tentando manter o ritmo e postar com uma certa frequência aqui no blog vou falar hoje de um assunto que vem martelando a minha mente faz tempo e ao mesmo tempo vou tentar passar uma visão sobre o que eu penso sobre outsourcing pessoal. Não tem ideia do que seja? Ok, segundo meus amigos da Wikipedia:

terceirização ou outsourcing é uma prática empresarial que visa ao aumento da qualidade nas suas atividades, pode ser usada para atividade-meio e atividade-fim. É considerada como uma forma de redução de custos com os trabalhadores das atividades-meio da empresa, pois ao se contratar uma empresa terceirizada para fornecimento da força de trabalho de um profissional. Pode ser usada em larga escala por grandes corporações e é observada principalmente em empresas de telecomunicações, mineração, indústrias etc. Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar dessa prática, uma vez que elimina burocracias internas com as atividades-meio

Quando falo sobre outsourcing pessoal é o ato das pessoas de não assumirem a responsabilidade sobre o que elas são e o que podem fazer. Deixar para os outros, que não tem tempo ou interesse, a definição sobre o que você é. Deixamos para os outros pensarem por nós, trabalharem por nós, criarem por nós sem ao mesmo se questionar se aquilo é o que realmente deveria ser criado ou não. Hoje, terceirizamos nossos empregos simplesmente aceitando o fator comum, a resposta óbvia e os números sem sentido que nos são cobrados na maioria das vezes. Terceirizamos nossas relações com pessoas, colocando e mails e títulos para conversar por nós, afinal hoje no lugar das palavras “Att”, “sem mais ressalvas” ninguém escreve “sempre disponível” ou “estou aqui para conversar mais sobre o assunto”. Enfim, a lista é grande.

O outsourcing pessoal faz com que você queira passar seus problemas e atribuições para os outros. E ao tratar amigos e colegas de trabalho como meros cumpridores de prazos que precisam responder automaticamente POR VOCÊ e PARA VOCÊ você está terceirizando seus problemas e suas relações. A partir do momento que você não conta com o celebro e a vontade dos outros para decidir onde você vai chegar, você passa a responder pelos seus próprios atos e não se resguardando nos erros dos terceirizados.

Também tem o lado de que a partir do momento que você deixa de andar com suas próprias pernas e diz que trabalha em um bom lugar mas que não enxerga uma perspectiva , você também terceiriza o seu destino e a sua vontade. Ou seja, ficar aguardando que um estranho decida o que você vai fazer nos próximos 4 anos também é deprimente.

Odeio me sentir terceirizado: Eu sempre falo o que acho que deve ser falado, sempre questiono o que todo mundo acha que é comum e sempre procuro dar a resposta menos óbvia possível. Por quê? As respostas óbvias todo mundo pensa! Não quero deixar que me comparem com ninguém, afinal de contas, se nenhum ser humano é igual ao outro então por que eu tenho que toda está sendo comparado com alguém? Levo muita porrada por conta disso o tempo todo mas sei que deixo em cada conversa, em cada apresentação, em cada café, em cada treinamento ou conversa no bar alguém com a minha mensagem. Passso minhas ideias, por mais malucas que elas sejam, sem ter nenhum problema com isso pois o máximo que vou ter de volta é um “ok, não é bem assim…” mas ai já plantei a semente, já passei meu recado e fico aberto as respostas.

Não quero ser uma pessoa que vai procurar respostas depois de velho. Não quero deixar ninguém achar às respostas por mim e muito menos pensar por mim. Outsourcing pessoal é perca de tempo e energia.

Não entregar seu destino aos outros, faça aquilo que você acha que tem de ser feito. E faça seu próprio destino sem a necessidade de contar com a vontade dos outros para decidir onde VOCÊ quer chegar.
Para finalizar, deixo um trecho do filme Matrix (1999) onde Morpheus pergunta a Neo sobre o que ele acredita:

Morpheus: I see it in your eyes. You have the look of a man who accepts what he sees because he is expecting to wake up. Ironically, that’s not far from the truth. Do you believe in fate, Neo?
Neo: No.
Morpheus: Why not?
Neo: Because I don’t like the idea that I’m not in control of my life.
Um grande abraço a todos! 

 

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