Bruno Eugênio

Vou começar esse texto com o comentário que postei no LinkedIn essa semana

 

 

A nova onda do LinkedIn é postar foto de primeiro dia com tudo prontinho pro novo empregado. Lindo, mas não adianta nada se no final da primeira semana metade das pessoas às quais o novo ser foi apresentado mal dão um bom dia ou nem mostram mais sobre o novo desafio ao colega novato. Swag é bom mas nada supera coisas como acolhimento de verdade e sinceridade

Não sabe do quê estou falando?

Here we go:

Foto FanDuel

Eis um dos famigerados posts que me refiro. Apaguei o autor de propósito pois não pedi autorização.

 

copycat

ATUALIZAÇÃO 17/11 Mais uma empresa entrou na “onda” de postar welcome kit no LinkedIn. Qual é o real propósito disso, Cartão Elo?

 

Bem, tem um monte de gente impressionado com isso como se fosse a coisa mais incrível em termos de recursos humanos dos últimos anos (dada a quantidade de likes e comentários nos posts – sim, são vários com a mesma foto da empresa FanDuel e textos diversos e alguns da Sega). Gente, a verdade é a seguinte: O primeiro dia do novo funcionário não é o dia que ele chega no escritório após contratado e sim quando ele chega para a primeira entrevista. Sério mesmo, você já deve começar a se preocupar com ele desde a hora que ele mostra interesse em ser parte do seu time, não? Se você não presta atenção nisso, as chances de você contratar alguém que não esteja alinhado com os valores e princípios da empresa é alta e, caso isso venha a se confirmar, o prejuízo é incrível.

Vamos dizer que sim, você conseguiu contratar alguém bacana, tecnicamente bom e que se encaixa nos princípios da companhia. Vem o primeiro dia e você faz o que tem que ser feito: Material necessário para o primeiro dia no lugar onde o neófito vai trabalhar ou separado em algum lugar. Se você preza realmente pelo bem estar do novo empregado, coloque um mentor que faça as honras da casa, que o leve para o café após a hora do almoço com os novos colegas, peça para ele fazer uma apresentação sobre ele ou sobre o que ele gosta de fazer (projetos, tecnologias…) para a empresa ou grupos de estudo… E peça para toda a empresa ser gentil e colaborar com o novo empregado. Aliás, se você acertou o primeiro item, não será necessário pedir para as pessoas tratarem bem o novato, afinal de contas todos estão alinhados com a cultura da empresa, certo?

Fico triste em ver fórmulas sendo copiadas a exaustão por empresas que não conseguem ter identidade própria. A maior decepção é ver um programa ser criado sem uma avaliação prévia de necessidade ou sem uma análise profunda das causas, que podem poupar muita empresa de ter de lidar com o estigma de “copiadora de programas” ou um lugar onde “as coisas não funcionam como deveriam”.

 

“Ah, mas vamos fazer ‘do nosso jeitinho'”

PARE COM ISSO! Ponha a cabeça para pensar e raciocine comigo:
1 – Não será em todos os lugares que o programa 10% 20% 70% do Google vai funcionar.
Se o programa não for alinhado com a estratégia e a cultura da empresa você não consegue implementar (O Gmail é um produto desses 20% de projetos livres).

 

2 – Não será em todos os lugares que o programa de boas vindas da FanDuel vai funcionar (Para quem não sabe, a FanDuel é uma empresa que trabalha com Fantasy Sports, dai aquelas bolinhas de tensores anti estresse com uma bola de baseball, um puck de hóquei no gelo, uma bola de futebol e uma de futebol americano – esportes onde a modalidade fantasy game se destaca).
Se o programa não lembrar os colaboradores sobre o negócio não vai funcionar. 

 

3 – Não será em todos os lugares que um P3 da ThoughtWorks funciona (Que nem é um programa e sim um dos pilares da empresa. Eles cobram respeito pelas minorias e inclusão social desde o primeiro contato via entrevista…).
Se o programa não engajar todo mundo na cultura da empresa, não vai funcionar. 

 

A minha dica para os trocentos mil likes nesses posts?
Bote a cabeça para funcionar e ache um programa para sua empresa chamar de seu. E ponto.
Não existem fórmulas prontas, experimente e ouse falhar para poder entender o que pode ou não funcionar na sua gestão.

 

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