Bruno Eugênio

Salve Salve, pessoas! Tudo em paz com vocês? Espero que sim!

No último dia 17/09 participei de um Workshop sobre Inception Enxuta na ThoughtWorks Recife. Esse evento é um da série “Tríade de Workshops” que o pessoal do escritório local da TW está organizando para falar sobre Lean, inceptions e facilitação… Uma ótima iniciativa em tempos de softwares cada vez mais complexos e paradigmas gerenciais cada vez mais confusos. Como não poderei ir em todos, vou contar o que vi e ouvi sobre Inceptions por lá!

 

Mas, que raios é uma “Inception”, Bruno?

Após anos e anos trabalhando com técnicas ágeis em diversos clientes espalhados pelo mundo, Paulo Caroli, consultor sênior da ThoughtWorks e um dos responsáveis por trazer a empresa para o Brasil, compilou sua experiência prática em um conjunto de técnicas que ajudam a criar produtos que são bem mais próximos da realidade das pessoas, diminuindo a quantidade de escopo lixo (scope creep) e focado desde o primeiro momento em gerar valor para o cliente final. A inception é uma cerimônia maior, composta de diversas atividades sequenciadas que envolvem todo o time que irá conceber o projeto: do sponsor aos times de DEV, UX e negócios, são convidados a passar uma semana estudando o produto, maximizando o valor das entregas. Na prática, a Inception usa técnicas que são baseadas em conceitos presentes nos movimentos Lean & lean startup, design thinking, business model generation e agile. No final de uma inception, espera-se que todos os membros envolvidos no projeto tenham noção sobre o que é valioso para aquele produto, onde as energias serão gastas afins.

 

Sobre o evento:

Apesar dos contratempos que tive na entrada (graças ao Eventick), tudo foi muito tranquilo em termos de infraestrutura e tal. O Workshop foi ministrado pela Mayra, Business Analyst na TW e gente da melhor qualidade! Super simpática e com uma energia muito boa, foi super atenciosa com as dúvidas do pessoal. Com 30 pessoas presentes, seria fácil perder a paciência em um workshop mas ela conseguiu tirar de letra tudo isso…

O grupo começou recebendo uma introdução sobre o tema do workshop e após a apresentação, mão na massa!
Como estamos fazendo software, criamos um mini projeto de um sistema que facilitasse doações e a partir da definição usamos uma série de práticas para entender melhor o sistema, gerando bastante discussão entre os envolvidos. Para não ficar enorme, vou listar o que foi usado:

 

  1. Visão do produto: ajuda clarear as ideias iniciais sobre o produto para todos os participantes da Inception. Características, o caminho inicial do produto e estratégia de posicionamento são discutidas e alinhadas inicialmente nesta fase. A técnica usada é a “elevator pitch”, que consiste na seguinte premissa: você tem 5 minutos para explicar seu produto a um possível investidor, o que você falaria sobre seu produto?
  2. Objetivos do produto: aqui, decidamos o que o produto não vai fazer. Aliás, é bastante complexo decidir isso…
  3. Personas: uma técnica bastante difundida entre os UX Designers, personas são projeções de usuários do sistema que estamos projetamos. Sentimentos, manias… Todos as nuances que podem nos ajudar a criar melhores interações com os usuários.
  4. Funcionalidades: descrever as funcionalidades do ponto de vista de um usuário interagindo com o sistema. Como já temos uma visão do produto, personas e objetivos do produto a ideia é descrever de maneira simples o que cada funcionalidade faz.
  5. Nivelamento de funcionalidades: Nesse estágio, é hora de ter um melhor entendimento sobre o como fazer e o qual é o valor de negócio de cada funcionalidade, ajudando o time na priorização e planejamento da iterações de desenvolvimento.
  6. Jornada do usuário: descreve o percusso de um usuário por uma sequência de de passos dados para se alcançar um objetivo. Durante a jornada, alguns pontos de contato com o software que está sendo produzido são identificados.
  7. Sequenciador de funcionalidades: Depois de termos nivelado e entendido quais são as funcionalidades que vão agregar maior valor para o usuário do nosso sistema? Com base nesse sequenciamento, que é feito seguindo algumas regras que não vou detalhar aqui agora, geramos os MVPs que vamos trabalhar.
  8. Canvas MVP: É o ponto máximo da inception, o canvas MVP é onde detalhamos as funcionalidades dos nossos MVPs definidos no sequenciador de funcionalidades. Usando os ciclos de aprender para fazer (design thinking) e fazer para aprender (lean startup) o canvas MVP ajuda a balizar o time para onde devem ir durante a construção do MVP.

Não sei se um dia vou detalhar tudo isso, mas RECOMENDO FORTEMENTE consumir o material do Paulo Caroli sobre Inception, afinal de contas está TUDO lá disponível para ser consumido: http://www.caroli.org

E também é claro, no livro Direto ao Ponto que saiu pela casa do código recentemente!

No final, fiquei bastante satisfeito com o que aprendi na prática sobre o tema. Mais importante, vi que todas as práticas ali empregadas podem ser usadas em conjunto ou separadas, dependendo da realidade dos times e das empresas onde se queira aplicar. Em breve, pretendo escrever mais sobre o tema contando os resultados práticos das técnicas que tiver a oportunidade de aplicar.

Um agradecimento especial a todo time que organizou o evento: Marcely e outros intrépidos que não lembro o nome agora, a Mayra pela facilitação e a TW Recife pelo apoio a comunidade de agilidade de Recife.

Abaixo algumas fotos do dia! Devidamente roubadas de quem tirou as fotos, já que não tirei nenhuma! risos!

Mayra Rodrigues explicando sobre os perigos da definição de um MVP

Mayra Rodrigues explicando sobre os perigos da definição de um MVP

Todo mundo prestando atenção em pleno sábado de sol em Hellcife!

Todo mundo prestando atenção em pleno sábado de sol em Hellcife!

Le eu com cara de mau, mas só cara mesmo!

Le eu com cara de mau, mas só cara mesmo!

Geral da galera

Geral da galera

Objetivo e visão do produto

Objetivo e visão do produto

Detalhamento de personas e objetivos do protudo

Detalhamento de personas e objetivos do produto

Jornadas do usuário

Jornadas do usuário

Sequenciador de features e definição dos MVPs

Sequenciador de features e definição dos MVPs

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